Redes Sociais. Para que vos quero.

A minha primeira vez na internet, e o que isso mudou em mim.

A minha primeira vez na internet, e o que isso mudou em mim.

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que me liguei à internet. Tinha um modem de 25k que fazia tanto barulho a ligar, tal e qual uma impressora de agulhas. Esta lembrança não vem ao acaso. Naquela altura não tinha rede sociais, tinham um e-mail que foi a minha estreia, com um hotmail, ou talvez um sapo?! Ía à internet para ver “aquilo” só a mexer, quase que era como uma recompensa de final de dia, depois de jantar e de arrumar tudo, podia ir um bocadinho para a internet. Ía ao Sapo ver o tempo, às vezes o horóscopo porque era o que lá estava. Não tardei muito a ter uma conta no mIRC. Como tudo se passava no computador, combinava-se uma hora para falarmos. Tinha alguns penfriends com quem trocava correspondência e que comecei a trocar mensagens pelo mIRC.

E, era isto.

Pouco mais se passava. Não se partilhava o dia na internet, nem se falava para a internet. Era basicamente conversa, com hora marcada.

Mais tarde lembro-me perfeitamente do lançamento do primeiro iPod touch, estava a tirar a Pós-Graduação de Marketing e Business Intelligence, nos ISLA. Fiquei fascinada que ainda hoje tenho este iPod em uso. Pela primeira vez ouvi falar em social media, em comportamentos online e até em Web 2.0 (really!). E aqui, fiquei fascinada em como isto é tudo uma evolução, como as coisas mudam, adaptam-se, crescem, terminam, renascem… O mesmo se passa na comunicação. As oscilações, as tendências, o que se fazia e o que se faz… na altura já era art director numa agência, onde fazer sites e backoffices, eram palavras que faziam parte do vocabulário nos nossos dias. Ligação com redes sociais, not so much.

E, a partir daqui foi um sobe e desce, e talvez uma inversão da pirâmide de Maslow. As necessidades invertem-se. É um show de informação, e contra-informação. Tudo de faz, e mostra-se, e partilha-se. Constroem-se vidas online. Vive-se de bancos de imagens, de estilos que não os nossos ou que gostaríamos que fossem, de ideias que são de todos e de ninguém, e de conversas abstratas, e amizades online. Claramente existe um novo conceito de amizade só para a versão online. Este online, ainda vai dar cabo do nosso offline.

Eu, vou voltar a jogar Tetris!

Livro perfeito para este tema: “Grace not Perfection”, da Emily Ley.

A foto tirei no Mercado de Izmailovsky, em Moscovo. Tudo era tão genuíno e antigo!

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8 Janeiro, 2018

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