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Escrever e Fazer à Mão: Caligrafia

Londres sempre nos encantou: uma inspiração de pessoas que sabem seguir em frente, um modelo de negócios de referência! Exemplo de boas-maneiras, cortesia e alta hotelaria à Downton Abbey, passando por cafés e lojas que têm tanto de bom para vender quanto bom é o seu espaço, onde apetece só ficar. E é daí que a th2 traz Suzie Dicker. Bem nos labirintos de Camden Market existe um recanto com não mais que 40 m² onde workshops de crafts & arts têm lugar, entre eles o Workshop de Caligrafia da Suzie. E o que fazer com essa aprendizagem? Bem, isso daria um tema de uma palestra mas já são bem conhecidos os benefícios das novas aprendizagens na nossa vida, mas quando estamos formatados para ver retorno de investimento e utilidade em tudo o que fazemos dá vontade de dizer que não tem utilidade nenhuma e que só serve mesmo como fim terapêutico e auto-conhecimento. (Que chatos esses calculistas!) Mas o que é certo é que tem.

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Viajar sozinha, eis a questão!

Voltamos atrás no calendário, 2013, mês quente de julho, um bilhete de ida e volta para Marselha, um destino preparado algures na Provença e eu sozinha!
Posso dizer sem sombra de dúvida que foi uma das minhas maiores aventuras da minha vida.

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Sou aquele tipo de pessoa dependente dos outros para ir ao cinema, a um concerto, para passear, correr, ou seja, detesto socializar sozinha… até ao dia, que sem pudor comprei um bilhete do alfa para o Porto, um bilhete de avião para Marselha, um bilhete de autocarro para Lourmarin e reservei uma estadia numa guest house… sozinha!

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O inicio da jornada começou em grande, sentia-me motivada, feliz comigo própria por confiar só em mim e nos meus pensamento que durante 1 semana seriam os meus melhores amigos, os únicos com quem eu podia ter uma conversação em português. Mas ao levantar voo no Porto, senti uma melancolia, um frio na barriga, fruto da própria experiência da vida que me colocou naquele desafio interno, mas no entanto, não me deixei abater, cabeça levantada, chegada a Marselha, ninguém fala inglês e o meu francês nada passa muito do Bonjour e Au Revoir. Alguma linguagem gestual depois, percebi por onde andava o meu autocarro e o gap entre o curto espaço de tempo no horário e o percurso a percorrer até chegar à paragem certa, era escasso, o coração palpitou, as pernas falharam, mas prova superada, entrada no autocarro com sucesso!

Quase 1 hora depois o autocarro parou à entrada da vila mais querida, pequena e pitoresca da zona da Provença, de nome Lourmarin. Descobri por acaso entre algumas pesquisas, a vila com que me identificava naquele momento, tirando o facto de ficar no sul de França e quase a 1 dia de viagem depois. O meu coração parou. Percorria as ruas medievais até chegar ao destino final, onde pousaria a mala demasiado grande para o efeito e tiraria as roupas suadas de um dia duro de roer, tive uma das melhores epifanias de sempre, um por de sol que me encheu a alma, aqueceu o coração e me revitalizou dos pés às cabeça, senti-me feliz em cada poro da minha pele.

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A semana foi calma, o local assim exigia, as caminhadas a pé foram muitas, as esperas pelos autocarros locais também. Meti na cabeça que queria conhecer os campos de lavanda e conheci, eram alheios, não devia entrar mas entrei e fiz bolhas nos pés até lá chegar. Fuji à trovoada, bebi sozinha numa esplanada, percorri mercados, vi detalhes que me fizeram sorrir, cheiros que tentei perseguir, jantei sozinha num restaurante, onde a minha mesa era uma só, com uma única cadeira, um prato e um copo, circundada por uma multidão que inconscientemente me sorriu e acarinhou. Tive um mapa na mão para percorrer trilhos e corta-matos, mas não passou disso uma ideia fabulosa que não pus em prática, há alguns limites para fazer sozinha! 🙂 Apreciei os olhares alheios, retribui sorrisos, disse não obrigada quando simpaticamente um francês se ofereceu para fazer-me companhia num copo de vinho branco, na praça principal, ao final do dia… como disse há limites ;). Sentei-me nos muros e olhei o horizonte, subi ao castelo e li um livro entre as muralhas, mostrei-me disponível para olhar à minha volta e absorver a rotina e correria do dia a dia. Pedi a estranhos para me tirar uma fotografia, perdi horas a falar de tudo e de nada com alguém na praça. Voltei a outro mercado onde me perdi naquilo que podia caber na mala.

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Se viajar sozinha é uma questão, então resolvam-na, pois a equação é simples e o resultado melhor. É uma experiência única, com um sumo que nos torna diferentes, mais abertos ao alheio, mais disponíveis para os outros e tão mais seguros de nós! Longe de um livro de auto-ajuda, uma viagem sem par é darmos mais valor às coisas mais simples da vida!

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Se alguma vez decidirem conhecer Lourmarin, não deixem de ficar na Ancienne Maison des Gardes (http://anciennemaisondesgardes.com), os anfitriões são as pessoas mais doces e disponíveis que conheci além fronteiras, o pequeno-almoço não tem explicação e fica mesmo mesmo no centro da vila! 🙂 Caso a vossa jornada incluir trilhos, passeios a pé e autocarro local, então para além de Lourmarin, é obrigatório fazer um circulo com o marcador no mapa em Bonnieux, Cucuron e Lauris. Caso o carro faça parte do itinerário então aí… tem toda uma Provença para descobrir!

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Viajar de avião & produtividade

Trabalhar a viajar é tão essencial. Nem consigo imaginar outro emprego sem essa importante componente: evasão. Bendito seja o Bleisure todo poderoso agora e na hora onde a inspiração falha. Amém. E benditos os soundtracks que criamos (ou que o genius cria) para nos agitar qual shot de café forte.

Saber-se com os pés pendurados por cima do oceano, muda o nosso mind-set.
Com ou sem paisagem, à janela ou na coxia, sempre tive uma imensa facilidade em trabalhar on-board. Ou porque viajo sozinha ou porque os meus travel buddies vão a dormir, consigo produzir e fazer render os minutos passados with your seat-belt fasten.
E cada um busca inspiração onde quer, sendo também imprescindível a ajuda de equipamento e preparação da nossa secretária, ou melhor, ambiente de trabalho. Há que saber o que temos que fazer, organizar previamente as nossas ideias para que quando parados, consigamos criar.

 E se descrevesse um “5 dicas para conseguir trabalhar enquanto viaja de avião” diria que passa por:
1. Organize previamente o que tem de fazer, priorizando o que é passível de ser feito com pouca bateria de laptop ou a partir de um tablet. Não se trata só de uma lista de to do’s, mas sim real percepção do que consiste o trabalho e da sua capacidade de o fazer offline.
2. Crie uma playlist (um soundtrack é bem melhor que ouvir interrupções do comandante. Além disso, se estamos habituados a ouvir nas colunas do escritório, voltar a ouvir nos headphones enfatiza a música e isso pode ser mesmo poderoso!)
3. Enfoque à produção de textos, relatórios, cálculos e trabalhos com recurso a aplicações previamente instaladas
4. Certifique-se que os recursos que precisa de consultar estão acessíveis offline ou instalados no tablet ou laptop. A cloud é muito traiçoeira e pode arruinar um plano de trabalho.
5. Preveja pausas, mas não espere pelo café. Traga os seus snacks. No escritório fazemos frequentes pausas que nos desviam do trabalho, mas que também nos permitem re-organizar ideias (espreitar um link num post, 2 linhas num blog, um quick-look ao instagram…). Não havendo internet não é possível esse devaneio, mas contem com essa necessidade com recurso a snacks.
E se o avião não se tivesse deslocado. Teria o mesmo efeito?!
Perguntem à Filipa que ela é que tem entrado em aviões que não chegam a descolar!
Bom trabalho e boa caça à inspiração 😉
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O que aprendi no meu primeiro mês como freelancer

Durante muito tempo, ser freelancer era, para mim, uma utopia… um estilo de vida e de trabalho que apenas aqueles profissionais maduros e estabelecidos – e super mega profissionais – eram capazes de viver. De alguns anos para cá, livrei-me dessa ideia utópica e esse estilo de vida passou a ser o meu objectivo de vida. E não é que consegui concretizá-lo no final de 2015, sobreviver ao meu primeiro mês e estar aqui para contar aquilo que aprendi até agora?

Gerir o tempo não é fácil.
Freelancer = noites, feriados e fins-de-semana livres? Grande LOL. Todos os minutos contam meus amigos. TODOS! Pensei que ia ter mais tempo para finalmente praticar exercício físico de forma regular, para estudar, para escrever e porque não passear a meio da semana… a verdade é que a flexibilidade dos meus dias actuais permite-me fazer coisas a meio da manhã que não poderia fazer se estivesse numa empresa e, sim, confesso: já estive off durante dias inteiros para fazer aquilo que me apetecia ou que estava a precisar. E que bem que sabe. Mas, depois é preciso compensar tudo isso e rapidamente. Ser copywriter/tradutora freelancer não significa que me limito a escrever e a traduzir: agora tenho de me promover e fazer networking (um sonho para uma introvertida assumida!), estar sempre atenta ao email e conseguir responder rapidamente a tudo, fazer orçamentos e contas (OMG! Mas eu sou de letras, não de números!), tratar de recibos verdes, segurança social (OMG!), gerir o calendário de trabalho e os clientes… E é aí que entra a próxima lição.

Gerir clientes não é fácil. 
Até agora tinha um account ou project manager que me enviava o briefing e eu, no meu maravilhoso mundo da escrita, limitava-me a fazer isso mesmo – pesquisa, brainstorming, escrita, revisão – entregar e continuar na minha vidinha enquanto o account/project manager defendia as minhas palavras. Agora sou eu que tenho de defender as minhas palavras… e os meus preços, prazos e sabe-se lá mais o quê! Cada cliente é uma caixinha de surpresas e é preciso saber lidar, com profissionalismo, simpatia e responsabilidade, com cada um deles. Pelo meio, também tento surpreendê-los com a força das palavras. Acho que estão a gostar.

É para antes de ontem? Sem problema!
É difícil dizer não a um trabalho quando se é freelancer, porque primeiro, não se sabe se na semana seguinte vamos receber algum pedido novo e há que aproveitar tudo o que aparece (ou quase tudo, vá lá, também é preciso uma pitada de sensibilidade e bom senso aqui!); e segundo, porque ao dizer “não” a um possível novo cliente uma vez, podemos estar a fechar uma porta. E se há coisa que não pode haver na vida de um freelancer é portas fechadas – neste lifestyle, as correntes de ar fazem bem, quer dizer que o nosso nome e o nosso trabalho estão em constante circulação.

Há cada vez mais freelancers!
Já conhecia alguns freelancers antes de me ter juntado a esta tribo – eram os meus ídolos e hoje são os meus colegas e alguns até se tornaram amigos. Esta tribo livre, na forma de trabalhar e estar na vida, é também uma rede de contactos e de apoio que não tem preço. Complementamo-nos, ajudamos naquilo que for possível (e às vezes até impossível), motivamo-nos nos dias menos bons e damos os parabéns naqueles dias magníficos em que parece que encontramos o tesouro perdido – que é como quem diz, fechar um grande trabalho ou assegurar uma avença; ver algo que escrevemos publicado por aí para todos poderem ler; ou receber um elogio daqueles. Nesses dias, sabemos que estamos mesmo no caminho certo.

Há cada vez mais empresas e marcas dispostas a trabalhar com freelancers!

É verdade. O que seria dos freelancers sem as empresas e marcas com abertura para trabalhar com freelancers? Já tinha percebido isto antes de dar o grande salto e, desde então, vou tendo a certeza com cada dia que passa. Mas, isto nem sempre foi assim. As coisas estão a mudar… e ainda bem, porque é bom para todas as partes. Somos criativamente livres, em conjunto, e aquilo que é passível de nascer deste tipo de parcerias profissionais – onde cada freelancer traz o que melhor faz para potenciar a marca – pode ser realmente mágico. Eu sei, já vi em primeira mão.

Monica Rodrigues Aragão




PS: as fotos foram tiradas pela Daniela durante a visita relâmpago que a Mónica fez a Lisboa. Neste dia trabalhámos, conversámos e ainda conseguimos planear novos projectos. Obrigada Mónica por este dia. E todo o Sítio agradece também os belos bolos que trouxeste directamente de Braga 🙂
Filipa Simões de Freitas

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Celebrar o Outono e fazer uma pausa no trabalho.

Acho que cada vez mais é difícil combinar coisas, não acham? Parece que as nossas agendas ganham horas extra, além das 24 e mesmo assim é complicado conciliar agendas entre nós. Mesmo combinar um jantar entre amigos não é tarefa fácil, há sempre quem não possa, quem não está e quem nem queira ir. Mas afinal, o que se passa connosco?

Andamos sempre a correr, sempre com alguma coisa em atraso ou ainda por fazer. Combinamos e descombinamos, atrasamo-nos, nem aparecemos ou nem avisamos. Ou talvez nos tenhamos esquecido. Parece que são estas as novas rotinas. 
Por isso, celebrar o Outono este ano foi diferente. Porquê? Porque fechámos a agenda, cancelámos compromissos e simplesmente pegámos no carro e fomos em jeito de road trip até Alenquer. O dia já estava marcado há bastante tempo e mesmo na véspera andámos a ver se conseguíamos ir ou não, pois o trabalho era tanto que tivemos de fazer mais umas horas extra para conseguirmos esta “folga”.
A Catarina convidou a tribo para celebrar o Outono em Alenquer, no campo e ao ar fresco que se sente por lá. Saímos da cidade, deixámos o trabalho em standby e fomos. Em 30 minutos o cenário era de laranjeiras, louros e terra molhada. Foram algumas horas que passámos juntas, fizemos o almoço, pusemos a mesa, celebrámos o dia.

Fiz algo que na minha louca agenda nunca pensaria que iria fazer. Um móbil com ar de Outono, folhas secas e tempo para o fazer. Se não fosse esta pausa, teria passado o tempo entre computador e teclado o dia todo.

Fomos, viemos e ainda voltámos ao trabalho no mesmo dia. A Rita foi fotografar, eu e a Daniela fomos a uma reunião, e a Susana ainda voltou ao escritório. Foi bom, e foi melhor ainda a companhia. Obrigada a todas.

Filipa Simões de Freitas
www.lancecollective.com

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Por falar em postais.

Por falar em postais.
E não falo só dos postais de viagens. É que nem sempre enviamos postais bonitos, já que grande parte dos postais de destino tem um design bem feioso, só melhorado mesmo com a nossa letra e um selo lambido. Falo de postais, postais, de abrir, de uma só face, com ou sem mensagens dentro, com envelopes brilhantes, transparentes, em formato mini ou standard. 


Um cartão postal é uma coisa fantástica e tão humana. 


Cada vez que vinha a Lisboa, era eu ainda pré-adolescente e ficava horas a namorar os postais de uma papelaria que havia no Colombo, numa loja r/c de esquina, a dois passos da ex Ordnung & Reda. (Ah, fanáticos pelos cadernos, vocês também se lembram!) A loja tinha tanta qualidade de fitas e papéis que ficava em delírio a imaginar o que conseguia fazer e que argumento poderia inventar à minha mãe para que ela me comprasse aquilo. 


Mas era aos postais que me rendia: mentalmente criava um texto a escrever no interior de cada um que me agradava. Como uma intenção de envio que nunca se concretizou. Na Marks & Spencer (igualmente extinta em Lisboa) comprava também uns Kits de papel de carta, envelope e postal e usava-os. Durante anos a fios correspondia-me, em jeito de diário, com algumas das minhas melhores amigas, vivendo a 5 kms delas. Há uma magia qualquer na escrita (e envio de postais).


E diz-se que a nossa empresa é o reflexo do nosso carácter. Por isso fazemos questão de incluir nas reservas especiais de hotéis com a nossa Unique Stays, postais, personalizados. E é tão bonito personalizar um postal com as mais fantásticas mensagens das pessoas que estão a oferecer, regalar ou surpreender alguém. Sentimo-nos confidentes, participantes cúmplices de uma alegria prestes a acontecer.


Que se partilhem palavras e muitas alegrias dessas.
Que se partilhem postais!

     www.uniquestays.pt

    photo CV love

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Desilusões virtuais

É engraçado, ou não, ver que o diálogo entre pessoas esteja cada vez mais silencioso.
Falamos menos, escrevemos mais.
Falamos menos mas sabemos mais. Porquê?
Tudo está online. Falamos muito online, partilhamos, comentamos, sabemos o que aconteceu e o que vai acontecer mas na verdade o diálogo é silencioso. As palavras são cada vez mais escritas do que faladas. Por isso as desilusões e dissabores são também cada vez mais virtuais.
Seguimos pessoas que gostamos com quem nos identificamos e até falamos virtualmente em comentários no facebook, no instagram ou blog.
No outro dia pedi umas informações a um blog pois gostava de saber mais sobre determinado serviço para avançar com uns projectos da Lance. Blog que sigo mesmo do início, que dei os parabéns e que gosto imenso do trabalho que apresenta. Não tive resposta ao meu email. Tentei novamente e ficou uma chamada por se fazer. Não tive resposta novamente. Tentei mais uma vez porque precisava de decidir se sim ou não. E desta vez ficou um email por chegar que não chegou. Sim, fiquei desiludida. Esqueceram-se de mim. É uma desilusão virtual.


Filipa Simões de Freitas
www.lancecollective.com

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Quando a tribo se junta

Quando pensei no blog pensei logo que não queria estar sozinha nesta aventura. Team work, é esse o espirito. A ideia era simples: ter pessoas que admiro por perto, e que possam inspirar outros como me inspiram a mim. Lancei o desafio, cada uma com o seu expertise vai escrevendo no Tribe Land. Não há obrigatoriedades, nem agenda, afinal somos todas “free minds“.
Mas a verdade é que não juntei esta tribo para escrever no blog e isso percebi agora porque estivemos juntas ao vivo, à volta de uma mesa, a falar. Fez-se luz em mim. Eu juntei esta tribo exactamente para este momento, para esta manhã em que as nossas agendas se cruzaram e os pensamentos fluíram. Foi do mais revigorante que podia haver.
O sentimento em que parecia que já nos conheciamos à imenso tempo foi unanime, por isso não houve bloqueios de apresentações. E o poder partilhar histórias de trabalho, de experiências e de ouvir outras pessoas é realmente um elixir de juventude.
Resumo do nosso encontro: Como fazes? Como respondes? E esta ideia? E porque não fazer assim? E o que vamos comer? Falamos para a semana? Festa? É isso mesmo! Boa!
É fantástico roubarmos tempo à nossa agenda e poder fazer um pequeno-almoço diferente com outras pessoas. Não podia estar mais grata por isso.
O melhor disto? É que tenho a certeza que este foi apenas o primeiro.
Obrigada à Maria Midões, Susana Esteves Pinto, Daniela Sousa, Rita Quintela e Catarina Varão por este momento.

Filipa Simões de Freitas
www.lancecollective.com

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Cafezinho pequenino e bem jeitosinho [em Paris]

Podia ser um texto todo acabado em ‘inho porque tudo era pequenino e fofinho mas o café era bom e forte e daí nasce esta história. Para uma amante de café como eu, seja ele grande ou pequeno, descobrir cafés simpáticos é um hobby bem divertido por onde quer que passe.
Uma das maneiras que uso para descobrir um café digno de visita é o Foursquare, se não conhecem esta aplicação está na altura de navegarem por estes mares. Estão a ver as páginas amarelas? Pois não tem nada a ver, é muito mais que isso. É uma app que tem um directório de sítios, geolocalizados, onde podemos ver no mapa onde ficam, o que as pessoas dizem sobre o sítio, as fotos que publicam, o que recomendam e muito mais.
Estando eu por Paris fui ver o que parisienses recomendavam na zona de Quai de Valmy e o que estava na moda. A primeira opção, a mais badalada é claro estava cheia com uma fila enorme pela rua fora, seguimos para o próximo (cheio também) e chegámos ao Ten Bells não estava cheio porque era tão pequeno que dizer cheio era um pouco estranho mas o Foursquare só tinha boas recomendações.
O Ten Bells é genuíno, tem aquela mística que imaginamos e vemos nos filmes franceses. O senhor que vem a ler jornal e leva o café para continuar o passeio que parece que ainda está de pijama, as amigas que vêm para a conversa e a senhora que mora no bairro e vem passear o seu tiny, mini “dogzinho”.
Bonito de se ver também é que o nome do café dá origem às canecas, aos copos e até aos termos para levar para casa. Assim se faz viver a marca e a levamos a passear.
O espaço é pequeno é verdade mas mesmo assim tem uma mezzanine em cima com espaço para mais 3 ou 4. Pequeno mas perfeito. Tons quentes e fortes imperavam no balcão com bolos todos de ar caseiro, um aroma a café dava a boas vindas assim que entrávamos, o resto é magia. O melhor disto tudo foi ter a Rita comigo para fotografar.

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